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Mitos. O que esperar de nossos ancestrais?

Nosso objetivo foi responder à questão do módulo de várias maneiras, todas integradas num conjunto. Sob este ponto de vista, a indicação dos mitos, sua distância – não ofereceu problema: os mitos são aqui uma ferramenta para a crise do presente, não outra coisa. O verso de Pessoa (“O mito é o nada que é tudo”) em que os contrários se salvam quando unidos, porém distintos, e mostra que devemos encarar nosso reverso para vivermos com ele. Assim, o mito será como a fusão (que sempre somos!) entre uma natureza e um espírito, onde cada um transpõe o além-limite do outro e nele pousa. E seremos enfim uma coisa e outra. Isso abre alas para Sócrates, e sua frase CONHECE-TE A TI MESMO a fim que suplantemos a vaidade e o orgulho de sermos o que somos. Feito isto, será hora da pergunta: como ter ética? Ora, sabendo se somos bons ou não, e sem que interferência de nós em nós mesmos, sem que os interesses, sem que as regras de fora nos regulem como sempre. Tenho que ser absolutamente livre de tudo isso. Absolutamente bom. Ser um pouco só é atraso de vida. Um pouco só é bobagem. É verdade que podemos despencar no mal, nascer no mal. Mas, se um pouco de bem nunca falta (não há mal absoluto), e se o mito aguarda tudo, e o tudo aguarda o mito, então é só pular para o outro lado, e daquele para este, a cavaleiro sempre do que for, casado ao tempo com olhos bem abertos.

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Íntegra: A identidade brasileira: mito e literatura – José de Paula Ramos Jr.
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