café filosófico
27
abr

café na TV | Masculinidades e violência(s), com Isabela Venturoza

  • no youtube do café e na tv cultura
  • 19:00

Estreia na TV da versão editada da palestra de Isabela Venturoza no módulo “O que é ser homem? Cartografar as masculinidades”, gravado em agosto de 2024.  

Assista à edição na íntegra no canal do YouTube.

Masculinidades e violência(s), com Isabela Venturoza #aovivo

Sinopse:
O que significa ser homem? Há apenas uma resposta a essa pergunta? E há uma que seja de fato suficiente? Na atualidade, múltiplos são os discursos que buscam responder a essa questão. Os mais atentos irão perceber que apesar da insistência de modelos tradicionais, o que é “ser homem” está em disputa. E mais do que isso: o que é ser homem não guarda uma resposta única. Apesar disso, há algo de persistente quando interrogamos masculinidades: uma relação de intimidade entre os homens e múltiplas formas de violência. Isto não quer dizer que os homens sejam intrinsecamente violentos, como um dado que advém da natureza. No lugar, podemos compreender que, ao longo da história, em diferentes arranjos os significados de “ser homem” foram entrelaçados a formas de violência, não apenas contra as mulheres, mas também entre os próprios homens. Nesse contexto, poder e subjugação se tornaram componentes que complexificaram as análises sobre as relações de gênero, principalmente a partir de um ponto de vista interseccional. Neste café, então, convidamos a uma reflexão sobre masculinidades e violência, quem sabe traçando linhas de fuga para que sua relação não seja um dia tão naturalizada.

Minibio:
Isabela Venturoza é antropóloga, doutoranda (UNICAMP) e mestra em Antropologia Social (USP). É pesquisadora do Núcleo de Estudos sobre Marcadores Sociais da Diferença (NUMAS/USP) e do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu (UNICAMP). É docente na pós-graduação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, onde também oferece cursos livres abordando questões de gênero, masculinidades, violências, interseccionalidades e feminismos. É também diretora de enfrentamento da ONG Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, onde coordena seu Núcleo de Masculinidades, facilitando grupos reflexivos com homens denunciados por crimes de violência contra a mulher.